Arte, ciencia y tecnología
Louis Bec, zoosistémico
06/10/09 19:43

Hablar de Louis Bec es siempre difícil, ya que para mí es la concreción de un saber sistémico y radical que he visto personalmente en investigadores como Amalio Pinheiro, Manuel Delgado o Etienne Delacroix. Menciono los nombres porque no son muchos, la verdad. Y todos tienen en común que sus ideas se transforman muy facilmente en slogans ya que susu ideas son consideradas "pocos usuales". En este video podrés conocer un poco de la idea de Louis Bec, que ha pasado hace poco al evento Certesa Simulada del Centro d`Arts Santa Monica. Son personas que nos hacen emocionar con sus ideas.Y si podeis tener contacto con sus planteamientos sabrán que no se trata de una simple confesión personal. En el enlace podeis conocer un poco de sus ideas, que reproduzco parcialmente en traducción libre (Louis no habla inglés porque no le gusta idiomas "directos y sin muchas posibilidades de ambiguedades”, por eso habla arabe, griego, francés pero no "english"):
“La visión que una persona con deficiencia tiene del tiempo y espacio, ya que nunca ha vivido el mundo como nosotros, es distinta de la nuestra. Esto propone una problematica muy relacionada a las artes. Más allá de la exploración de espacios extremos como las profundidades del mar o el espacio relativo fuera de nuestro globo, tenemos al lado de nosotros la posibilidad de visión de un nuevo espacio, que es como ellos perciben nuestro entorno.
Las herramientas tecnologicas ofrecen un espacio que no es un espacio artístico en terminos tradicionales, ni pictórico, tampoco psicanalítico, sino que es un espacio donde la atención de las personas es convocada a una dualidad donde hay la emoción, combinada con la cognición, una combinación que se espera pero no termina de llegar. En la fisica cualitativa empezamos a trabajar con esta cuestión (donde se puede manipular los parámetros de modo a crear la casualidad, el accidente, más allá de lo que conocemos como normal). Estamos ahora en un momento de pensar un espacio de emoción, cognición y al mismo tiempo de lanzarnos a un nuevo espacio, es decir, basicamente estamos en un ambiente artistico”.
El video está en:
http://www.crdp-limousin.fr/Seminaire-Nouveaux-outils-nouveaux.html
Update: o vídeo aparentemente está fora do ar, lhes recomendo outro ainda que com a irritante tradução consecutiva em inglês: http://vimeo.com/5181492
Memória artificial e memória natural
13/06/09 16:02
Segundo Flusser, possuímos uma memória genética e cultural e existe no homem uma constante busca de transmissão e principalmente preservação dessas memórias, o que contraria como se sabe a tendência a entropia (segunda lei da termodinâmica que fala da tendência dos corpos em dispersarem energia). Desse modo, os seres vivos vivem constante relação, mas culturalmente também em oposição à natureza física ou mesmo biológica. Desse modo, o homem pode ser considerado antibiológico e esse paradoxo é tema de constantes discussões.
Até então a memória genética interferia diretamente na cultural, mas o oposto não era necessariamente verdadeiro; vislumbra-se com a biotecnologia uma possibilidade de alteração dessa relação, onde a cultura pode vir a interferir no genético/biológico; isso coloca questões artísticas em novos campos. Ainda segundo Flusser, a memória genética é durável mas pouco confiável (sujeita a mutações e evoluções, o que não deixa de ser uma forma de abertura do código de informação); a memória cultural é pouco durável e pouco confiável, isto é, sujeita a esquecimento e deformação. Nisso as novas tecnologias podem representar um passo decisivo em direção ao desenvolvimento de suportes mais duráveis e mais confiáveis. Dentro dessa idéia podemos adicionar o pensamento de Stelarc quando ele diz que o corpo é obsoleto:
Para Stelarc, a arte passa a ser o principio básico da evolução. Dessa forma, imediatamente se coloca a pergunta sobre o que se quer dizer com arte atualmente – Stelarc coloca em discussão o futuro da arte ao colocar a “arte como o futuro.”
Fragmento da apresentação de Stelarc no evento Mutamorphosis em Praga, 2007
“ É hora de questionarmos se um corpo bípede que respira com visão binocular e um cérebro de 1400 cc é uma forma biológica adequada (...) não se trata mais de uma questão de perpetuar a espécie humana por meio da reprodução, mas de melhorar o indivíduo por meio de seu redesenho. Só após a tomada de consciência de sua obsolescência permitirá a estruturação de estratégias pós-evolutivas.” (tradução livre a partir do original em “prostetics, robotics, remote existence: postevolutionnary strategies” In: Leonardo, vol.24, n.5, 1991)