Workshop Marginália e Gambiologia no IAD-UFJF

Update: fotos dos workshops Marginalia-Gambiologia no IAD da UFJF

Dada a crescente presença dos coletivos mineiros no cenário brasileiro e internacional em arte, ciência e tecnologia e a importância de se criar conexões e incentivar a produção de jovens artistas no estado de MG, o Marginália Lab em colaboração com o Instituto de Artes e Design da UFJF propõe a realização dos workshops: “Programação aplicada à experimentação visual (Processing)“ e “Introdução aos Estudos Gambiológicos II“, além da apresentação da vídeo-instalação “Es;Pro”.

Os artistas Felipe Turcheti e Vicente Pessôa produziram “Es;Pro”, trabalho realizado no âmbito do Marginalia+Lab em 2009, que ficará exposto e aberto à participação do público durante todo o período de realização das ações do Marginalia+Lab no IAD da UFJF.
Espaço Processo é um sintetizador de formas tridimensionais. Partindo da intersecção de formas planares e da modulação do espaço são produzidas formas escultóricas puras, materializáveis ou não, que, devido à sua natureza ambígua, comportam diversos significados. Estas formas podem ser acessadas pelo observador por meio de interfaces digitais planas, como a tela de um celular ou computador, ou ainda ser materializadas através de técnicas de prototipagem rápida.

Links:
http://www.felipeturcheti.com/espro/
http://vicentepessoa.com/art/project/espacoprocesso/

WORKSHOP:
Programação aplicada à experimentação visual (Processing)


LOCAL, DIAS E HORÁRIOS
5 a 8 de abril, das 18 às 21:30 h – IAD

INSCRIÇÕES
Interessados deverão se inscrever no site www.marginalialab.com, até a data-limite a ser definida.

EMENTA
Como uma introdução ao universo da programação criativa, a oficina procura investigar o pensamento algorítimico existente no projeto de softwares que exploram a visualidade. Nesse contexto, será utilizada como suporte às atividades propostas a linguagem e ambiente de desenvolvimento de código aberto Processing.


Carga horária: 15h

PROFESSOR
Felipe Turcheti é designer, programador e atua na área de arte e tecnologia, tendo sido premiado no Festival Conexões Tecnológicas do Instituto Sérgio Motta em 2010. Desde 2009 trabalha em conjunto com Vicente Pessôa na série Espaço;Processo, um sintetizador de formas tridimensionais a partir de imagens planares. Em 2010, desenvolveu o sistema de mapeamento visual de ondas sonoras e eletromagnéticas do projeto Devorondina exposto no 5° Vivo Arte.Mov.
http://felipeturcheti.com/

PÚBLICO ALVO
Interessados em arte e tecnologia em geral, estudantes e profissionais de artes, design, arquitetura, computação, engenharias e áreas afins.


CONHECIMENTOS DESEJÁVEIS
Não é necessário ter qualquer conhecimento de programação, mas os inscritos devem ter conhecimentos básicos de operação de computadores, edição de texto e de operações matemáticas simples. Conhecimento de inglês será necessário para a utilização do material de referência.


MATERIAL DO ALUNO
Não é obrigatório, mas recomendamos aos que possuam que levem seus laptops, de qualquer plataforma (Linux, Mac ou Windows).



WORKSHOP:
Introdução aos Estudos Gambiológicos


LOCAL, DIAS E HORÁRIOS
5 a 8 de abril, das 18 às 21:30h

INSCRIÇÕES
Interessados deverão se inscrever no site www.marginalialab.com, até a data-limite a ser definida.


EMENTA

Oficina prática direcionada a artistas, designers, desocupados criativos e demais interessados na teoria gambiológica. Serão desenvolvidos objetos de iluminação, utilitários, peças decorativas e toys (interativos ou não) a partir de materiais reciclados, utilizando LEDs, mini circuitos de som, eletrônicos e muita improvisação.

Gambiologia [gambiologia.net] sf 1 Eletrôn Ciência da Gambiarra. 2 Pesquisa sobre práticas de improviso e adaptações de objetos na cultura popular. sm 3 Coletivo artístico de Belo Horizonte que realiza obras artísticas irreverentes relacionando gambiarras cotidianas com tecnologia analógica e digital. Os artefatos criados podem ser reconhecidos como eletrônicos, esculturas ou objetos decorativos.

Carga horária: 15h

PROFESSORES

FRED PAULINO é artista visual e designer, formado em Ciência da Computação (UFMG) e pós-graduado em Arte Contemporânea na Escola Guignard (UEMG). Realiza obras em mídias diversas, desde experimentações gráficas, vídeo e intervenções urbanas até eletrônica e programação de sistemas. Foi diretor criativo do Estúdio Osso e um dos fundadores do Coletivo Mosquito. É colaborador do Graffiti Research Lab (EUA) e coordenador do seu núcleo brasileiro, o GRL-BR.

LUCAS MAFRA é designer de produto pela universidade FUMEC. É hobbysta e autodidata em eletrônica há mais de quinze anos. Projeta, desenha e constrói produtos eletrônicos e luminárias a partir de materiais reciclados, e possui ampla experiencia na utilização de LED’s e em circuit bending. É colaborador do Graffiti Research Lab Brasil.


PÚBLICO ALVO

Interessados em arte e tecnologia em geral, curiosos, professores pardais, estudantes e profissionais das areas de artes, comunicação, design, música, arquitetura, computação, eletrônica e engenharias. Noções de eletrônica e design são muito benvindas.


MATERIAL DO ALUNO

Levar sucatas (eletrônicas ou não) em geral, brinquedos velhos, adesivos, ferro de solda e outras ferramentas.

Slow blogging

Hi!
I´ll be blogging daily from my Kilpiscope/blog, but don´t get too used to this. I´m a fan of the slow blogging manifesto: it happens when it happens. Also, comments are not allowed in my blog, so again, there´s an opportunity to tell me to go to hell at the other blog. Just during a couple of weeks, be fast if you like it so much!

Residency at Kilpisjärvi - new blog

From now on I´ll be posting directly from the http://www.kilpiscope.net/residency/ blog, so you can follow my journal there. See you!

Snow storm in Kilpisjärvi

Today is snowing really hard, I´ll spend some time cleaning the bicycle to go to the Biological station. Is really beautiful how landscape change so quickly. Suddenly there are no mountains, just the shape of the cottages and the trees in a big white background. The weather yesterday was not so cold (about -5 and -7) and the snow texture was becoming harder and transparent. Fortunately with all the snow today we´re going to have all covered in white again.


For those who asked me where exactly I was, there´s a general map. Kilpisjärvi is near the Norwegian and Swedish borders. I´ll go to the Norwegian border today or tomorrow, will be posting some pictures soon.

2010, new topic uses

Hi,
We begin the year of 2010 talking a bit about what I´m doing at the moment. In the next days I´ll be posting some info about the period I´m staying as an artist and researcher in residency at the Bioart Society (The Biological Station) in Kilipisjärvi. This is the first day I´m here alone, Erich Berger (the Ars Bioartica coordinator) was introducing me to some people here, all very nice, but he´s gone. There´s just one fish researcher beside my house and the city center (composed by a gas station and a supermarket) is 6 km away. Is really great to be here! Let me start with some pictures from the living room´s window (sorry they are too blue, is just the hurry):



Well, in the next days I´ll be doing some travelling and recording and most likely telling more interesting things.

Fernando Llanos, reflejos compartidos




Aprovecho la entrevista recién publicada en el blog We Make Money Not Art, con Fernando Llanos para indicar a todos que conozcan el trabajo de este artista mexicano. Es un ejemplo de propuestas que trabajan en distintas direcciones, principalmente el video. Llanos asume el momento en el que estamos como potencial creativo, recupera por ejemplo la idea de que la ciudad es vivida a traves de imágenes (con nuestras cámaras de movil, los outdoors, las pantallas) y ofrece desde ahí una idea de reflexión o mismo de desnaturalización de los media a partir de los propios media. La entrevista ofrece un breve recorrido por sus proyectos pasados y actuales, permitiendo percibir como desde ideas aparentemente muy sencillas, bien humoradas, casi ingénuas por veces, se ocultan conceptos profundos y provocadores. Llanos no tiene miedo de jugar con lo más habitual de nuestra cultura mediática para desarrollar propuestas sorprendentes y personales. La sensación que se tiene es un poco como estar en la piel del personaje del libro Uno, Ninguno y Cien Mil de Pirandello, que ve el mundo de un modo completamente distinto después de una banal observación sobre su nariz mientras se mira en el espejo. Acompañar a su trabajo es como mirar de modo nuevo nuestro cotidiano y eso, hoy en día, es algo raro.

Louis Bec, zoosistémico



Hablar de Louis Bec es siempre difícil, ya que para mí es la concreción de un saber sistémico y radical que he visto personalmente en investigadores como Amalio Pinheiro, Manuel Delgado o Etienne Delacroix. Menciono los nombres porque no son muchos, la verdad. Y todos tienen en común que sus ideas se transforman muy facilmente en slogans ya que susu ideas son consideradas "pocos usuales". En este video podrés conocer un poco de la idea de Louis Bec, que ha pasado hace poco al evento Certesa Simulada del Centro d`Arts Santa Monica. Son personas que nos hacen emocionar con sus ideas.Y si podeis tener contacto con sus planteamientos sabrán que no se trata de una simple confesión personal. En el enlace podeis conocer un poco de sus ideas, que reproduzco parcialmente en traducción libre (Louis no habla inglés porque no le gusta idiomas "directos y sin muchas posibilidades de ambiguedades”, por eso habla arabe, griego, francés pero no "english"):

“La visión que una persona con deficiencia tiene del tiempo y espacio, ya que nunca ha vivido el mundo como nosotros, es distinta de la nuestra. Esto propone una problematica muy relacionada a las artes. Más allá de la exploración de espacios extremos como las profundidades del mar o el espacio relativo fuera de nuestro globo, tenemos al lado de nosotros la posibilidad de visión de un nuevo espacio, que es como ellos perciben nuestro entorno.

Las herramientas tecnologicas ofrecen un espacio que no es un espacio artístico en terminos tradicionales, ni pictórico, tampoco psicanalítico, sino que es un espacio donde la atención de las personas es convocada a una dualidad donde hay la emoción, combinada con la cognición, una combinación que se espera pero no termina de llegar. En la fisica cualitativa empezamos a trabajar con esta cuestión (donde se puede manipular los parámetros de modo a crear la casualidad, el accidente, más allá de lo que conocemos como normal). Estamos ahora en un momento de pensar un espacio de emoción, cognición y al mismo tiempo de lanzarnos a un nuevo espacio, es decir, basicamente estamos en un ambiente artistico”.

El video está en:

http://www.crdp-limousin.fr/Seminaire-Nouveaux-outils-nouveaux.html
Update: o vídeo aparentemente está fora do ar, lhes recomendo outro ainda que com a irritante tradução consecutiva em inglês: http://vimeo.com/5181492

Memória artificial e memória natural

Segundo Flusser, possuímos uma memória genética e cultural e existe no homem uma constante busca de transmissão e principalmente preservação dessas memórias, o que contraria como se sabe a tendência a entropia (segunda lei da termodinâmica que fala da tendência dos corpos em dispersarem energia). Desse modo, os seres vivos vivem constante relação, mas culturalmente também em oposição à natureza física ou mesmo biológica. Desse modo, o homem pode ser considerado antibiológico e esse paradoxo é tema de constantes discussões. Até então a memória genética interferia diretamente na cultural, mas o oposto não era necessariamente verdadeiro; vislumbra-se com a biotecnologia uma possibilidade de alteração dessa relação, onde a cultura pode vir a interferir no genético/biológico; isso coloca questões artísticas em novos campos. Ainda segundo Flusser, a memória genética é durável mas pouco confiável (sujeita a mutações e evoluções, o que não deixa de ser uma forma de abertura do código de informação); a memória cultural é pouco durável e pouco confiável, isto é, sujeita a esquecimento e deformação. Nisso as novas tecnologias podem representar um passo decisivo em direção ao desenvolvimento de suportes mais duráveis e mais confiáveis. Dentro dessa idéia podemos adicionar o pensamento de Stelarc quando ele diz que o corpo é obsoleto:
“ É hora de questionarmos se um corpo bípede que respira com visão binocular e um cérebro de 1400 cc é uma forma biológica adequada (...) não se trata mais de uma questão de perpetuar a espécie humana por meio da reprodução, mas de melhorar o indivíduo por meio de seu redesenho. Só após a tomada de consciência de sua obsolescência permitirá a estruturação de estratégias pós-evolutivas.” (tradução livre a partir do original em “prostetics, robotics, remote existence: postevolutionnary strategies” In: Leonardo, vol.24, n.5, 1991)

Para Stelarc, a arte passa a ser o principio básico da evolução. Dessa forma, imediatamente se coloca a pergunta sobre o que se quer dizer com arte atualmente – Stelarc coloca em discussão o futuro da arte ao colocar a “arte como o futuro.” Fragmento da apresentação de Stelarc no evento Mutamorphosis em Praga, 2007

Alejo Carpentier e o conceito de mestiçagem

Confundir o acesso aos suportes de tecnologia de ponta com a capacidade de criação nos meios digitais pode levar a uma análise equivocada das possibilidades e caminhos abertos em distintos contextos socioeconômicos e geográficos, opondo as noções de "centro" e "periferia", de "cultura erudita" e "cultura popular" que não dão conta das relações que ocorrem atualmente no âmbito da comunicação e arte nos meios digitais.
O escritor Alejo Carpentier em entrevista para a TVE nos fala do conceito de mestiçagem usando exemplos na arquitetura e literatura e relacionando a história da civilização com a idéia de cruzamentos e convergências (não sem conflitos) que são responsáveis pela geração de uma cultura complexa que permite compreender o contexto dos meios digitais de modo mais amplo.

Parte da entrevista pode ser vista aqui:

O download da entrevista completa (1h30min de duração) pode ser feito através do blog Apirronarse.